1/11/2007
Vacina anti-influenza para crianças saudáveis

 

 

 

 

 

Vacina anti-influenza para crianças saudáveis

Médicos

 

Todos os anos muitas pessoas ficam doentes devido às infecções de vias aéreas. Centenas de diferentes tipos de germes causam essas infecções, mas os sintomas são sempre similares: febre, tosse, obstrução nasal, e algumas vezes infecções de ouvido e pneumonia. O vírus influenza causa aproximadamente apenas 10% dessas infecções, e o resto é comumente denominado 'gripe'.


Cientistas e responsáveis pelas políticas de saúde estão preocupados com o impacto que a gripe tem em nossas vidas. Recentemente os Estados Unidos e o Canadá iniciaram a vacinação de crianças, inclusive aquelas entre 6 e 24 meses de vida, na esperança de diminuir a transmissão da doença, admissão hospitalar, morte de parentes idosos, complicações como otites e pneumonias, falta à escola e perda de dias de trabalho de seus pais.



Essa decisão não foi, no entanto, embasada na melhor literatura científica disponível no momento. Portanto, pesquisadores realizaram uma revisão sistemática sobre o uso de vacina anti-influenza em crianças.


Das centenas de artigos localizados eles puderam selecionar 25 ensaios clínicos de alta qualidade e concluíram que não há evidências de eficácia ou efetividade em crianças menores de 2 anos de idade. A vacinação pode, no máximo, beneficiar crianças maiores diminuindo o tempo de ausência na escola.


Os achados ressaltam a importância de não se dar início a um dispendioso programa de vacinação sem a adequada prova de que vá funcionar, ou de que seja seguro. A vacinação só é efetiva contra o vírus influenza que tipicamente é responsável por menos de 10% de todos os casos, e não há como predizer qual será o vírus predominante da próxima temporada de gripes.



Referência: Jefferson T, Smith S, Demicheli V, Harnden A, Rivetti
A, Di Pietrantonj C. Assessment of the efficacy and effectiveness of
influenza vaccines in healthy children: systematic review. Lancet
2005; 365:773-80.

Tudo sobre o resfriado

Nossa Saúde

 

O que é?

O resfriado comum é uma das doenças infecciosas mais freqüentes. Embora seja geralmente leve e não necessite de tratamento, é muito contagioso e causa desconforto, além de resultar em dias de trabalho e de aulas perdidos. Cada pessoa tem, em média, de um a três resfriados por ano.



A doença é uma infecção das vias aéreas superiores, causada por mais de 200 tipos de vírus, sendo o rinovírus o mais comum. Apesar da crença popular, o frio aparentemente não aumenta a freqüência ou severidade do problema.



Sintomas:

Os sintomas mais freqüentes são dores de garganta, que normalmente surgem em primeiro lugar, seguidas de congestão nasal, coriza e espirros. Rouquidão e tosse são menos freqüentes, porém podem surgir e durar mais do que outros sintomas, algumas vezes por semanas. Febre alta e tremores são raros.



Diagnóstico:

A maioria das pessoas reconhece os sintomas de um resfriado comum e raramente procura o médico. Febre alta, dor na face, falta de ar e chiados são sugerem que alguma complicação orgânica ocorreu, e que há necessidade de avaliação médica.



Duração esperada:

Os sintomas têm seu pico entre o segundo e o quarto dia de infecção, e duram aproximadamente uma semana. Pessoas podem transmitir a infecção, principalmente em suas primeiras 24 horas, e em geral continuam a proliferá-la durante sua duração. 25% das pessoas apresentam sintomas prolongados, como tosse, que podem permanecer por semanas. Uma pequena parcela desenvolve complicação bacteriana, como sinusite e otite.


O resfriado se transmite facilmente em pessoas de contato próximo com as secreções do doente. Cerca de metade dos familiares de pessoas resfriadas é contagiada pela doença, que também é transmitida em escolas, creches e local de trabalho.


Prevenção:


Também pode ser adquirida pela inalação de partículas, quando a pessoa espirra ou tosse. Se possível, evite o contato próximo prolongado com o doente, para evitar o contágio é importante sempre lavar as mãos.
Tratamento:



Embora medicamentos possam aliviar os sintomas, não previnem, curam ou encurtam a duração do resfriado; não há indicação de uso de antibióticos. Vitaminas e medicações fitoterápicas não possuem comprovação científica de eficácia. É importante beber muito líquido e repousar.


Campanha Nacional de Vacinação do Idoso
Nossa Saúde

 

O Ministério da Saúde realizou a 6ª Campanha Nacional de Vacinação do Idoso, a fim de proteger 70% da população idosa (10,6 milhões de pessoas com idade acima dos 60 anos) contra a gripe. Os trabalhos foram iniciados a partir do dia 17/04 e se estenderam até 30/04.



Os 57 mil postos de saúde em todo o Brasil aplicaram também a Dupla Adulto, contra difteria e tétano, e a vacina contra pneumonia, para idosos internados em hospitais, casas geriátricas e instituições assistenciais que não tenham recebido a dose nos últimos cinco anos. A campanha de vacinação é focada nos idosos devido a fragilidade de seus organismos, o que aumenta os riscos de pneumonia.



Pessoas cardíacas, asmáticas, diabéticas, hipertensas, com insuficiência renal ou hepática e portadores do vírus da Aids (HIV), ou com outro estado de baixa imunidade também devem tomar a vacina contra a gripe. Não podem se vacinar pessoas que tenham alergia comprovada à proteína do ovo e ao mercurocromo ou mertiolate.



A vacina contra a gripe, produzida com base nas três cepas (subtipo de vírus) de maior circulação no Hemisfério Sul, diminui em 90% dos casos, o risco de contrair a doença e precisa ser tomada todos os anos. Estimativas do Ministério da Saúde demonstram que desde o início desse tipo de campanha, há seis anos, houve uma redução de aproximadamente 51 mil internações decorrentes das complicações da gripe.


Apesar de carregar a imagem de ser uma doença simples, inofensiva e insignificante, epidemias de gripe já foram responsáveis pela morte de milhares de pessoas ao longo da história. Em 1918, por exemplo, a gripe espanhola dizimou mais de 20 milhões de vidas.


Já o tétano, também é uma doença grave, com índices de mortalidade em idosos acima de 50%. A vacinação é extremamente eficaz e reduz em mais da metade o número de casos em pessoas acima de 60 anos após o início das campanhas.



SAIBA MAIS SOBRE A GRIPE E A VACINA



Fonte: (Portal Unimeds com informações do Ministério da Saúde / Prefeitura de São Paulo / Funasa)

Todas as matérias são aprovadas pelo Coordenador de Conteúdo do Portal Unimeds.

Proteína alterada originou flagelo da gripe espanhola

Portal Unimeds

 

O vírus mais letal que já afetou a humanidade provavelmente precisou de muito pouco para infectar e matar mais de 20 milhões de pessoas em 1918. De acordo com pesquisadores nos EUA e no Reino Unido, bastaram algumas alterações numa proteína de sua superfície para que o vírus da gripe espanhola se tornasse um assassino de proporções globais.www.sciencexpress.org), foi especialmente complicado porque a gripe espanhola, que matou mais gente que os combates da Primeira Guerra Mundial com a qual coincidiu, aconteceu quando ninguém ainda sonhava em isolar um vírus.



Aliás, o lema do patógeno poderia ser "quanto mais as coisas mudam, mais elas continuam as mesmas". Exceto essa alteração, a criatura é a cópia exata dos vírus da gripe encontrados em aves, e sua violência pode ter derivado exatamente desse fato. Com essa configuração "alienígena", ele teria tomado de assalto o sistema de defesa do organismo, desacostumado a lidar com inimigos assim.


As conclusões vêm de um verdadeiro trabalho de detetive molecular coordenado por sir John Skehel, do Instituto Nacional de Pesquisa Médica em Londres, e Ian Wilson, do Instituto de Pesquisa Scripps, na Califórnia (Estados Unidos). Trabalhando independentemente, eles decifraram a estrutura da hemaglutinina, proteína do vírus que lhe permite invadir as células do hospedeiro.


O trabalho, descrito em artigos publicados on-line pela revista "Science" (



Restos mortais

Mesmo assim, amostras do pulmão de soldados americanos que morreram da doença foram preservadas, e fragmentos do material genético do vírus foram obtidos de vítimas esquimós que acabaram enterradas no "permafrost" (solo congelado) do Alasca.



Com isso, os cientistas conseguiram usar fragmentos do RNA (a molécula-irmã do DNA que também carrega informação genética) extraído das vítimas para reconstruir a hemaglutinina. Usando a técnica da cristalografia de raios X, que "congela" a proteína num cristal e a submete a radiação, a equipe conseguiu traçar sua estrutura molecular. Skehel repetiu a operação com dois outros tipos de vírus da gripe.



"O interessante é que, embora todos esses subtipos tenham vindo de aves, a H1 [como é chamada a hemaglutinina da gripe espanhola] é bastante diferente das outras duas, tendo mudado muito pouco em relação ao que era no vírus aviário", afirmou Skehel.



Mesmo assim, houve mudanças, pequenas, mas importantes. O trecho da proteína que se liga diretamente ao receptor (fechadura química) da superfície das células dos pulmões estava ligeiramente alterado, posicionado de forma diferente. Essa alteração sutil permitia que o vírus abrisse um poro na célula e penetrasse sem que, ao mesmo tempo, o sistema de defesa do organismo o reconhecesse e contra-atacasse.

Tudo isso tornava o vírus da gripe espanhola único, e um desafio temível para o sistema imune humano. Tanto é assim que ele matou principalmente adultos jovens, em geral o grupo mais resistente à gripe. Há quem suponha que idosos estariam mais protegidos por ter sobrevivido a epidemias anteriores de gripe, mas isso não explica por que as crianças também não foram afetadas tão duramente pela doença.

Seja como for, os achados são ao mesmo tempo um alívio e um aviso para sobre a atual gripe do frango, que afeta os países do Extremo Oriente. A doença ainda não é um desastre porque o vírus não "aprendeu" a passar de pessoa para pessoa. Mas é preciso pouco para que isso aconteça.

posted by Nanda at 05:08 AM | in:
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